Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

timp-timp

Este é o barulho que o meu relógio faz a marcar cada hora. A cada vez que passa uma hora eu sei-o por culpa do timp-timp do meu relógio. O meu relógio faz este timp-timp porque eu o activei para fazer esse timp-timp. O tempo não devia ter uma marca de som que o marcasse o tempo nem devia ter agenda porque o tempo devia ser guiado pelo sol, quando nos queremos pôr à sombra ou quando nos queremos mergulhar no seu calor. O tempo deixou bem claro que há momentos nas nossas vidas, momentos únicos em que ele acha que devemos sem mais nem menos conseguir fazer com que o tempo pareça mais rápido ou mais devagar. O tempo provou que consegue ser o melhor do mundo quando nos dá momentos lindos de viver e os faz passar devagarinho e aconchegado. O tempo não nos tem que dar qualquer tipo de explicação e nós não o temos que controlar com o timp-timp. A verdade é que o tempo deixa-nos a nós a escolha, e essa escolha havendo uma tolerância de 50/50 pode ser uma escolha feita por uma moeda por exemplo. Nada nos impede de deixar que o nosso destino seja lançado por uma moeda, existem pessoas a deixa-lo nas mãos de uma cruz, ou de um livro, cada um entende o seu caminho e as suas escolhas da forma que acha melhor para cada qual. Se for através do timp-timp do telemóvel? Quem somos nós para o julgarmos? Ninguém! Hoje está sol e vou aproveitar o meu tempo da melhor forma, a plantar cebolas. Verdade. Porque vai ser a paciência deste tempo que me vai deixar entender que a calma é o melhor caminho e que se estou feliz actualmente ao tempo e à espera lhe devo, um muito e grande obrigada.

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