Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

timp-timp

Este é o barulho que o meu relógio faz a marcar cada hora. A cada vez que passa uma hora eu sei-o por culpa do timp-timp do meu relógio. O meu relógio faz este timp-timp porque eu o activei para fazer esse timp-timp. O tempo não devia ter uma marca de som que o marcasse o tempo nem devia ter agenda porque o tempo devia ser guiado pelo sol, quando nos queremos pôr à sombra ou quando nos queremos mergulhar no seu calor. O tempo deixou bem claro que há momentos nas nossas vidas, momentos únicos em que ele acha que devemos sem mais nem menos conseguir fazer com que o tempo pareça mais rápido ou mais devagar. O tempo provou que consegue ser o melhor do mundo quando nos dá momentos lindos de viver e os faz passar devagarinho e aconchegado. O tempo não nos tem que dar qualquer tipo de explicação e nós não o temos que controlar com o timp-timp. A verdade é que o tempo deixa-nos a nós a escolha, e essa escolha havendo uma tolerância de 50/50 pode ser uma escolha feita por uma moeda por exemplo. Nada nos impede de deixar que o nosso destino seja lançado por uma moeda, existem pessoas a deixa-lo nas mãos de uma cruz, ou de um livro, cada um entende o seu caminho e as suas escolhas da forma que acha melhor para cada qual. Se for através do timp-timp do telemóvel? Quem somos nós para o julgarmos? Ninguém! Hoje está sol e vou aproveitar o meu tempo da melhor forma, a plantar cebolas. Verdade. Porque vai ser a paciência deste tempo que me vai deixar entender que a calma é o melhor caminho e que se estou feliz actualmente ao tempo e à espera lhe devo, um muito e grande obrigada.

Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

As aves podem voar por um sensor WI-FI (eu acredito)

Hoje não parei de pensar em ti. Sei que da forma que tudo acabou nem devia dedicar 5 segundos a isso. A verdade é que não sou eu que comando a minha vida. Sei que a ti disse todos os segredos que podia, que devia, que acredito e deixo de acreditar. Até tenho a plena noção que te menti, menti-te sem saber ao certo porquê, mas admito, menti-te. Desculpa. Não valeria metade da pena lutar por ti. És dela e sempre serás. Fico feliz por um de nós saber que a decisão tomada foi a correcta. Eu sei que tu fizeste a certa. Nunca te iria aturar a falar dela constantemente. Mas pelo menos, ela está perto. Até qualquer dia. Quando as aves voarem por um sensor WI-FI e perderem as asas.

Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

Sei sem saber nada

Sei que se ele conseguisse ler agora isto, ou tudo o que já fiz a minha vida, pensaria "que banana". Sei que se ele conseguisse entender o que sinto estaria feliz, mas sei que sou mais que péssima a fazer isso.
Sei que nunca dei um rumo certo à minha vida, e que sempre quis fazer as coisas como elas me pareciam mais claras e simples de fazer.
Com o passar do tempo deparo-me a sentir novamente apaixonada, mas um novamente que não tem sentido nenhum, porque não é novamente como se fosse a segunda, mesmo que seja, é um "novamente" de tão novo e doce que tenho medo.
[Começar a dizer "sei" é estranho, porque sou rara de ter certezas seja do que for. Gosto de ler, ouvir musica, pintar, fotografar, mas entregar-me... Xiii isso seria algo que pede muito de mim, seria sim, há umas semanas atrás. Mas agora, "sei" realmente o que quero, e mesmo que não dure, porque "sei" que é difícil haver uma continuidade nas coisas que me fazem bem, já valeu a pena.]
Sei que gosto dele e da forma que ele é.
Sei que gosto dele e das coisas que ele me diz.
Sei que ele me faz sentir bem e gosto disso.
Sei que pareço uma parva a escrever isto, e não me importo. Porque ele ensinou-me a gostar dos parvos. Sei disto tudo.
Tenho medo do que "sei". E mesmo assim, quero continuar, porque "sei" que é isso que eu quero.

Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

esquecer, é urgente

Quando pensamos conhecer as pessoas, é quando nos apercebemos sem rodeios que isso não é verdade, é quando nos apercebemos que tudo não passa de um circo em que tudo o que nos emociona é aquilo que mais nos magoa. Estamos rodeados de coisas nenhuma e de tudo ao mesmo tempo. Pedem-nos para ficar, mas não se trata da nossa companhia que querem. Apenas dava jeito para uma coisa e depois da coisa feita até se recebem algumas notas daquilo que nos deviam. É um reconhecer de coisas e estão habituados a dar tão pouco deles que quando dão nem um terço do que nós já demos nos mandam a mesma coisa quinhentas vezes para a cara em tom de brincadeira, como se aquelas palavras não fossem ferir. Sim, as palavras magoam muito mais que muitos estalos e a verdade é que um estalo passa muito mais a dor que o magoar sentimental de algo. Quando pensamos que fazemos falta a alguém, é quando nos apercebemos que essa pessoa está bem melhor sem nós. A verdade é que quando as pessoas nos mandam coisas à cara sem qualquer sentido, sem qualquer razão de ser nos apercebemos que fomos simples otários que se pensavam certos em relação a algo que na verdade não o era. As pessoas que não convidam são aquelas que realmente se lembram de nós quando é para lembrar. Essas também nos usam, mas em 100 há uma vez que é por realmente quererem a nossa companhia.
Se há coisa que me venho à aperceber é que o ser humano é mentiroso, e é tão mentiroso que a primeira pessoa que mente é a ele mesmo. Isso implicará mais tarde que o ser humano não se conheça e minta em relação que diz sentir, porque na verdade não sente isso, apenas finge sentir. o ser humano é mau e não merece qualquer tipo de atenção e muito menos carinho. Quando as pessoas pensam que tudo será melhor para a próxima vez. Que as pessoas irão retribuir o carinho que lhes damos, não todo, só um pouco ENGANA-SE. As pessoas são umas egoístas que colocam o EU antes de qualquer coisa, que não se lembram do que disseram dois dias ou dois segundos depois das palavras lhe terem saído da boca. As pessoas são piores que bichos que mentem e conseguem colocar todos contra ti são realmente as piores coisas do mundo. Talvez não. Paro para pensar e acho que eu é que estou errada. Porque a mentira ganha sempre. A mentira vence sempre e consegue-se sempre enganar o mundo para conseguir algo. Nem que seja para conseguir ser feliz. Mas eu não consigo viver na hipocrisia, talvez simplesmente nem devia era viver.

Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Uiiii Como isto anda!!!!

Maturidade, que quer essa palavra dizer? Que vivemos num mundo de níveis e ganha quem estiver mais alto? Um deles chama-se "maturidade", como se de um capítulo de um livro se trata-se. Se for isso, então estamos todos num mundo louco, e eu quero encontrar o meu Game Over mais depressa do que o WIN ou NEXT LEVEL. As pessoas não entendem palavras como "sonhos" nem entendem ou apoiam palavras como "luta". Porque todos estão demasiado ocupados com a sua própria vida, de uma forma tão egocentrista e individualista que nem vai conseguir respirar, viver mais além. Mas frases como "manda cagar" ou o simples facto de "não cumprir com a sua palavra" é o prato do dia desta sociedade que quer parecer a maior e mais poderosa do mundo. Para conseguir seguir em frente a única palavra com a qual a sociedade tem que continuar a não se preocupar é "pisar". Como todos sabem, ou pelo menos como a minha cabeça pensa, a frase "não matarás" ou mesmo a ideia que não farás mal ao próximo é apenas um texto inventado por alguém que sofreu e não queria sofrer mais, escrevendo ali a palavra de um deus que muitas e muitas pessoas iriam acreditar. Na realidade, o que se pode esperar desta sociedade? ou melhor daquilo que faz com que a sociedade exista, as pessoas? NADA. (outra palavra que faz parte).

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

The End it's the last word

É verdade que nascemos para viver, mas para quê viver se o fim e o fim que não podemos mandar certamente. É a morte? Quem nasce com a capacidade de pensar que consegue tudo, enganasse, quem nasce com o pensamento que é superior aos outros, de um mero minusculo e incapacitado desta sociedade não passa. A verdade é que na vida temos imensas coisas que nos são comuns: "todas as famílias (ou quase) acontece pensarmos que os nossos pais são piores que os pais dos nossos amigos, mas que os nossos avós são melhores que os avós dos nossos amigos" todos os dias reparamos que "um relógio mesmo estando parado, acertará pelo menos duas vezes nas horas durante o dia". As ideias de pessoa para pessoa divergem, a forma de agir das pessoas para pessoa também. Mas o sentimento, o que sentimos hoje por amor, isso não, não diverge, o que acontece é a quantidade, essa sim, essa diverge. As pessoas que amam agora, amam da mesma forma (quando realmente amam) que há dois mil anos atrás, mas diverge a quantidade de pessoas que querem e que dizem "amo-te" sentido realmente. E para aquelas que realmente amam, a única coisa que posso dizer é, "Parabéns!" pelo menos têm a certeza que em algo (nem que seja interior) são diferentes.
Actualmente retrossedemos em vez de avançar neste tempo. Os casamentos por conveniencia esses, voltaram a ser moda. As pessoas que apenas estão juntas "para juntar os trapos e dar valor aos lençóis que a tia burdou com carinho", voltam a atacar. Os romances voltam a ser encarados como motivo de gozo (como antes do romancismo), o realismo não existe como algo que se nos cortarmos magoa, existe como algo capitalista ao mais alto nível.
A religião essa louca miséria que é riquissima em sifrões no banco e não em seguidores apenas. Aproveitasse do que é a crise para salvar esperanças, para que não hajam suícidios e para que haja cada vez mais gente a acreditar em milagres, fugindo à realidade. Não discordo da ideia que devemos de acreditar em algo superior, por vezes, mas acredito naquela frase que se existe Deus "então aqui é que é o inferno". Como podemos chamar a um local em que nem para o lado podemos confiar? Onde nem nos nossos pais podemos encontrar colo? Em que todos nos pisam e repisam? Em que o Natal não passa da noite mais materialista que existe? Em que olhamos em redor e vemos que nada vemos. Que nada encontramos e que de nada serve ter olhos nesta cara, porque apenas nos vão servir para verter lágrimas. Que não vale a pena ter boca, porque mesmo falando a mesma língua, seria como falar uma língua que ninguém entende. Que não vale a pena ouvir, se apenas se trata de ouvir o que não vale a pena, mentiras e inrealidades que nos causam dor. Que de nada nos serve sentir o cheiro da rua, que cada vez está mais suja, nem das flores que nunca nos irão oferecer. Para quê ser gente? Para quê viver? Quando a única coisa que nos espera . . . é o fim!

Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

COPY PAST

A nível de política e no que implica a lei falar de COPY PAST pode ser algo tão poderoso como o ir para a prisão, pagar uma quantia enorme e ficar a conhecer-se que não temos ideias próprias, apenas a mente dos outros que nos facilitam o andar todos os dias, não sei como, de cabeça erguida. Gostar de algo que outra pessoa tem, disse ou fez, é o que torna isso distinto que nós, é que a outra pessoa tem, mas querer o mesmo é inveja, copiar o mesmo é falta de carácter e, facilmente, é saber que essa pessoa não tem personalidade e vive do ar das outras pessoas para conseguir alguma coisa da sua própria vida. Saber o que queremos depende de nós mesmos e das nossas mentes, saber o que outra pessoa tem e viver o que essa pessoa disse é revelar que não nos conhecemos a nós mesmos e que queremos apenas viver o sonho de outra pessoa. Simples como água é saber reconhecer que estamos a copiar as coisas de outra pessoa. Não é à toa que existe a palavra "copy" e a palavra "past" é exactamente por isso, porque por vezes somos a cópia uns dos outros, vivemos numa sociedade que se intitula desta forma porque não tem como viver das suas próprias ideias. A pessoas que conseguem enfrentar-se ao espelho enquanto andam a copiar as ideias e ideais dos outros tenho apenas a considerar que temos que ser superiores a isso e pensar, "muito bem" gostam de fazer os lucros com o pisar dos outros. E apenas ganham o meu respeito, aqueles que conseguem ser verdadeiros desde do início. Mas isso sou eu, que me acho segura e erradamente, numa sociedade perfeita, que não existe. Logo, não há.